21/03/2002
18/03/2002
15/03/2002
14/03/2002
Sempre o mar, foi sempre o mar e aquele incessante marulhar a correria louca das ondas; o cheiro de maresia no ar.
Sempre o mar, por onde os meus olhos me levam a viajar, onde a minha alma mergulha pelo olhar.
Sempre o mar, aquela vasta imensidão como tempo sem fim , como as ilusões dentro de mim;
Como a esperança vã e vaga que nasceu de tanto sonhar, e sempre junto, sempre por dentro de mim, com o vento a me fustigar e o cheiro de maresia no ar.
Sim, será sempre o mar.
Foz do Douro 1989
12/03/2002

Amor à lusitana em terras de Novo Mundo
"Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no céu eternamente
E viva eu cá na Terra sempre triste."
Minhas lágrimas hão de cobrir toda a terra
Como a revelar tantos tristonhos lamentos
Nascidos do silêncio de tua partida,
Pois tamanha dor alma nenhuma consente,
Inda que seja a morte um eterno tormento,
Inda que a solidão, caminho de quem erra,
Faça-se, em cada aurora, claustro, despedida.
Minhas lágrimas, oh! que sejam para ti
Prova da devoção sempre incondicional
Com que meus olhos, sôfregos, te contemplavam.
Minhas lágrimas, restos de vida que escorrem
Da morada, onde, às vezes, Amor descansava,
Ia embora, porém - prometia - voltava.
Minhas lágrimas hão de cobrir toda a terra.
"Se lá no assento etéreo, onde subiste
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste."
Dizer adeus não pude, tampouco abraçar-te.
Bradar mil vezes, como eu quis! "Não não partas!"
Atirado ao martírio insone de tua ausência
Vago pelos melhores momentos vividos
Entre mim, espreitando até mesmo tua sombra,
E ti, a quem jurei levar ao himeneu.
Eis que não poderei cumprir meu juramento,
Que a etérea Providência ousou de mim levar-te, Deixando o fardo inglório de uma saudade
Que digladiará com os tempos vindouros
E que morrerá em prantos, como as paixões tristes
Para morrer nascidas no ardor da emoção.
"E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,"
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança,
Embora minha voz esteja relegada
A ostentar a dolente ária do desamor.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança,
Mesmo que meu penar ofenda tua altivez,
Ou que me tenhas como peregrino indigno
Da tua graça, do teu favor, do teu mistério.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança!
Abraça-me com tuas asas de compaixão,
Purifica-me com o rubor de tua luz,
Dá-me alento com que eu continue a honrar
Esse pouco de vida que em mim persiste.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança!
"Roga a Deus, que teus anos encurtou
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou."
(Camões)
Ave, lírios dos campos que trazem no olor
A liberdade feito encanto e quimera!
Sabei que tenho um grande Amor que ausente está,
Em mim, causa da dor que humano algum conhece, Mas que revelará aos meus descendentes todos,
Como a visão de vós no limiar da vida,
Ou como vossas cores na tela dos sonhos, A beleza e a glória na imortalidade.
Ave, lírios dos campos de meu coração!
Da minha infausta vida a seiva vos oferto,
Ou o que nela houver que não sejam espinhos,
Que estes libertarão bem minha alma do corpo,
Perfurando a ferida de forma fatal,
Aquecendo com sangue a escultura do ser.
Ave, Senhora do meu coração!
Agora sim, em tua presença choro,
Que mais não há tanta lamentação
E minhas lágrimas a terra cobrem.
Sejam de Deus manifestação!
Sejam do Amor arauto, redenção!"
10/03/2002

Era criança e sonhava com as estrelas que todas as noites via no céu, com a lua longínqua num céu distante, que no seu brilho nocturno lhe traziam a promessa de um novo mundo, em que a fantasia reinava , tal como nas lojas de brinquedos. E no seu sonho, no seu mundo não havia casas. Só palácios de tectos estrelados, onde num quarto aconchegante, numa cama confortável, um rosto feminino de feições delicadas e olhos profundamente tristes, se acercava dele beijando-o carinhosamente na testa, e ao sentir o beijo tudo se desfazia. Restava apenas uma névoa . A névoa que escondia essas recordações submersas no seu inconsciente de criança, onde as suas recordações, de um rosto de mãe aconchegando-o no seu leito, se confundiam com os sonhos de palácios e fantasia que as estrelas e a lua lhe recordavam. Existia apenas e só o sonho. E continuava, té ao alvorecer do dia a sonhar, no seu sono doce e ingénuo de criança . Na sua verdadeira casa, debaixo de um tecto - céu estrelado, aconchegado em lençóis de jornal numa cama banco de jardim , onde apenas o vento suave lhe beijava a testa.
09/03/2002

Quando Prometeu roubou o fogo do Olimpo, Zeus vingou-se presenteando Pandora com Epimeteus, o irmão de Prometeu. Pandora tinha consigo uma Caixa, que não deveria abrir em nenhuma circunstância. Impelida pela sua curiosidade natural, Pandora abriu a caixa, e todo o Mal contido se evadiu e espalhou-se pelo Mundo. Ela apressou-se a fechar a tampa, mas todo o conteúdo da caixa tinha desaparecido, excepto uma coisa que permaneceu no fundo e isso , era a Esperança.
Quarto Motivo da Rosa
"Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim
Rosas verás, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim."
Cecília Meireles
08/03/2002
07/03/2002

Cruzamento
Puseste o olhar vago no horizonte
Amaste o céu vermelho de fogo
Saciaste a sede numa fonte
Subiste ao cimo do monte
E só então me viste
Me descobriste
No horizonte distante
E me amaste naquele instante
Desci por um vale,
Subi por uma colina,
Numa busca incessante,
Num capricho de menina
Saciei a sede na mesma fonte,
Descobri-te no horizonte distante
E amei-te no mesmo instante.
Flora Rodrigues
A quem possa interessar...
Nos braços de Morpheu ( a História desde o início)
- V Capítulo- Filha de Safira-2
- V Capítulo- Filha de Safira-1
- IV Capítulo-O regresso de Morpheu (final de capítu...
- IV Capítulo (1ª parte)-O regresso de Morpheu
- III Capítulo (fim de capítulo)
- III Capítulo (1ª parte) Na companhia de Hipnos
- II Capítulo (final de capítulo)
- II Capítulo -No reino de Morpheu-3
- II Capítulo -No reino de Morpheu-2
- II Capítulo -No reino de Morpheu-1
- I capítulo-Prisioneira de Cronos
Reservados direitos de autor
O que não se deve perder
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AMOR DA MINHA VIDA!Há 2 anos
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2anos….Há 6 anos
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Quadro LaranjaHá 11 anos
Passos de Pandora
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Reprodução da pintura "In the Arms of Morpheus" Artista: William E. Reynolds-Stephens Data da pintura: 1894 Técnica: Pintura a óleo em Tela de tamanho: 110.5 x 166.5 cm. Descrição :Nos braços de Morfeu, pintura que faz referência ao Deus Grego dos Sonhos. http://www.artmagick.com/paintings/painting3493.aspx









