11/04/2002

Agradecimentos:Quero deixar um agradecimento e os parabéns (pela curiosidade!) a todos que registaram mensagens no livro de visitas. Juliana , você foi a únca que não foi possível contactar pessoalmente, mas fiquei muito contente com a sua mensagem , espero volte sempre! E quando voltar diga onde a posso contactar para trocarmos ideias. A todos os que têm visitado a Caixinha de Pandora, obrigado e espero que gostem e voltem sempre.


Eu sou Vénus e você?

Sem aviso

Chegaste sem avisar...

Sem se ouvir
Um sussurro sequer;
E mudaste a minha vida.
Ajudaste-me a partir o muro
Que não me deixava viver
Que não me deixava amar.
E agora sou feliz
Sei viver
E é por isso que quero gritar
Que te devo a alegria de viver

Insónia

 Noite cerrada, escura como breu

Fria... Fria...quase gelada

Onde é que a lua se escondeu?

Pergunto-me intrigada...

Mas a noite não responde,

Apenas o silêncio longo da noite

Enche o ar.

Não é só a lua que se esconde,

Também as estrelas não

Estão a brilhar.

Suave, docemente uma pequena luz

Me afaga o rosto,

Tenho um sentimento estranho

Uma sensação de conforto de que gosto

Abro os olhos devagar

E percebo que estou a acordar...

 

23/03/2002



Proposta


 
Foi por pura paixão
Por pura ilusão
Tremenda atracção
Que nossos seres se juntaram
Que nossas almas se encontraram
Paixão vinda de longe,
Paixão feita de pedaços
De vida e de sonho.
Paixão apagada esmorecida
Esquecida talvez...
Mas com paixão te proponho
Que nos amemos outra vez!


A Primavera chegou!

Flora era a Deusa romana da Primavera correspondente à Chloris dos gregos.
No início da Primavera eram feitas festas em honra de Flora as Florálias.
que se realizava de 28 de Abril a 1 de Maio. Flora foi a Deusa que deu a Juno ( deusa da fertilidade )a flor que lhe permitiu conceber Marte sem pai.

21/03/2002

A Felicidade é um capricho efémero da sorte.

Foz do Douro 1989

18/03/2002

Trabalho,muito trabalho.Tempo muito pouco.Testes, muitos, asneiras nos testes nem dá para contar.Inspiração, presa na confusão.

15/03/2002

Enigma


Algumas pessoas disseram que quiseram deixar um comentário, mas não encontraram onde.
Quanto a isso só posso dizer que o fruto proíbido é o mais apetecido e para isso terão que decifrar o mistério que vos observa.
SER

Amavas o mundo e ele traíu-te;
Amavas a vida e ela mentiu-te;
Amavas a verdade e ela foi falsa;
Amava o sonho mas tudo era real;
Amavas o bem mas tudo era mau;
Amavas a esperança e ela desfez-se;
E querias tudo amar,
mas deixaram-te apenas
Ser.


Foz do Douro 1989


Estas flores são para uma pessoa muito querida, e muito talentosa.
Para a querida Mary.

14/03/2002

SEMPRE O MAR




Sempre o mar, foi sempre o mar e aquele incessante marulhar a correria louca das ondas; o cheiro de maresia no ar.
Sempre o mar, por onde os meus olhos me levam a viajar, onde a minha alma mergulha pelo olhar.
Sempre o mar, aquela vasta imensidão como tempo sem fim , como as ilusões dentro de mim;
Como a esperança vã e vaga que nasceu de tanto sonhar, e sempre junto, sempre por dentro de mim, com o vento a me fustigar e o cheiro de maresia no ar.
Sim, será sempre o mar.


Foz do Douro 1989

12/03/2002

Aqui há uns anos atrás , eu gostava de observar o pôr do sol e o anoitecer na praia.Foi então que essa frase me ocorreu:




" Um crepúsculo de fogo mergulhou no mar , e o sol despediu-se ao brilhar das primeiras estrelas."
E como achei que de certa forma esse poema era também um pouquinho para mim. Aqui estou eu!





Flora sorrindo para os Anjos
Esse poema aí é de um amigo o OZ .Como o considerei um um "Olá" bem bonito.Decici guardá-lo aqui.





Amor à lusitana em terras de Novo Mundo


"Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no céu eternamente
E viva eu cá na Terra sempre triste."
Minhas lágrimas hão de cobrir toda a terra
Como a revelar tantos tristonhos lamentos
Nascidos do silêncio de tua partida,
Pois tamanha dor alma nenhuma consente,
Inda que seja a morte um eterno tormento,
Inda que a solidão, caminho de quem erra,
Faça-se, em cada aurora, claustro, despedida.
Minhas lágrimas, oh! que sejam para ti
Prova da devoção sempre incondicional
Com que meus olhos, sôfregos, te contemplavam.
Minhas lágrimas, restos de vida que escorrem
Da morada, onde, às vezes, Amor descansava,
Ia embora, porém - prometia - voltava.
Minhas lágrimas hão de cobrir toda a terra.
"Se lá no assento etéreo, onde subiste
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste."
Dizer adeus não pude, tampouco abraçar-te.
Bradar mil vezes, como eu quis! "Não não partas!"
Atirado ao martírio insone de tua ausência
Vago pelos melhores momentos vividos
Entre mim, espreitando até mesmo tua sombra,
E ti, a quem jurei levar ao himeneu.
Eis que não poderei cumprir meu juramento,
Que a etérea Providência ousou de mim levar-te, Deixando o fardo inglório de uma saudade
Que digladiará com os tempos vindouros
E que morrerá em prantos, como as paixões tristes
Para morrer nascidas no ardor da emoção.
"E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,"
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança,
Embora minha voz esteja relegada
A ostentar a dolente ária do desamor.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança,
Mesmo que meu penar ofenda tua altivez,
Ou que me tenhas como peregrino indigno
Da tua graça, do teu favor, do teu mistério.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança!
Abraça-me com tuas asas de compaixão,
Purifica-me com o rubor de tua luz,
Dá-me alento com que eu continue a honrar
Esse pouco de vida que em mim persiste.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança!
"Roga a Deus, que teus anos encurtou
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou."


(Camões)


Ave, lírios dos campos que trazem no olor
A liberdade feito encanto e quimera!
Sabei que tenho um grande Amor que ausente está,
Em mim, causa da dor que humano algum conhece, Mas que revelará aos meus descendentes todos,
Como a visão de vós no limiar da vida,
Ou como vossas cores na tela dos sonhos, A beleza e a glória na imortalidade.
Ave, lírios dos campos de meu coração!
Da minha infausta vida a seiva vos oferto,
Ou o que nela houver que não sejam espinhos,
Que estes libertarão bem minha alma do corpo,
Perfurando a ferida de forma fatal,
Aquecendo com sangue a escultura do ser.
Ave, Senhora do meu coração!
Agora sim, em tua presença choro,
Que mais não há tanta lamentação
E minhas lágrimas a terra cobrem.
Sejam de Deus manifestação!
Sejam do Amor arauto, redenção!"