11/04/2002
Insónia
Noite cerrada, escura como breu
Fria... Fria...quase gelada
Onde é que a lua se escondeu?
Pergunto-me intrigada...
Mas a noite não responde,
Apenas o silêncio longo da noite
Enche o ar.
Não é só a lua que se esconde,
Também as estrelas não
Estão a brilhar.
Suave, docemente uma pequena luz
Me afaga o rosto,
Tenho um sentimento estranho
Uma sensação de conforto de que gosto
Abro os olhos devagar
E percebo que estou a acordar...
23/03/2002

A Primavera chegou!
Flora era a Deusa romana da Primavera correspondente à Chloris dos gregos.
No início da Primavera eram feitas festas em honra de Flora as Florálias.
que se realizava de 28 de Abril a 1 de Maio. Flora foi a Deusa que deu a Juno ( deusa da fertilidade )a flor que lhe permitiu conceber Marte sem pai.
21/03/2002
18/03/2002
15/03/2002
14/03/2002
Sempre o mar, foi sempre o mar e aquele incessante marulhar a correria louca das ondas; o cheiro de maresia no ar.
Sempre o mar, por onde os meus olhos me levam a viajar, onde a minha alma mergulha pelo olhar.
Sempre o mar, aquela vasta imensidão como tempo sem fim , como as ilusões dentro de mim;
Como a esperança vã e vaga que nasceu de tanto sonhar, e sempre junto, sempre por dentro de mim, com o vento a me fustigar e o cheiro de maresia no ar.
Sim, será sempre o mar.
Foz do Douro 1989
12/03/2002

Amor à lusitana em terras de Novo Mundo
"Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no céu eternamente
E viva eu cá na Terra sempre triste."
Minhas lágrimas hão de cobrir toda a terra
Como a revelar tantos tristonhos lamentos
Nascidos do silêncio de tua partida,
Pois tamanha dor alma nenhuma consente,
Inda que seja a morte um eterno tormento,
Inda que a solidão, caminho de quem erra,
Faça-se, em cada aurora, claustro, despedida.
Minhas lágrimas, oh! que sejam para ti
Prova da devoção sempre incondicional
Com que meus olhos, sôfregos, te contemplavam.
Minhas lágrimas, restos de vida que escorrem
Da morada, onde, às vezes, Amor descansava,
Ia embora, porém - prometia - voltava.
Minhas lágrimas hão de cobrir toda a terra.
"Se lá no assento etéreo, onde subiste
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste."
Dizer adeus não pude, tampouco abraçar-te.
Bradar mil vezes, como eu quis! "Não não partas!"
Atirado ao martírio insone de tua ausência
Vago pelos melhores momentos vividos
Entre mim, espreitando até mesmo tua sombra,
E ti, a quem jurei levar ao himeneu.
Eis que não poderei cumprir meu juramento,
Que a etérea Providência ousou de mim levar-te, Deixando o fardo inglório de uma saudade
Que digladiará com os tempos vindouros
E que morrerá em prantos, como as paixões tristes
Para morrer nascidas no ardor da emoção.
"E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,"
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança,
Embora minha voz esteja relegada
A ostentar a dolente ária do desamor.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança,
Mesmo que meu penar ofenda tua altivez,
Ou que me tenhas como peregrino indigno
Da tua graça, do teu favor, do teu mistério.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança!
Abraça-me com tuas asas de compaixão,
Purifica-me com o rubor de tua luz,
Dá-me alento com que eu continue a honrar
Esse pouco de vida que em mim persiste.
Ouve, Amor, minhas preces de augusta esperança!
"Roga a Deus, que teus anos encurtou
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou."
(Camões)
Ave, lírios dos campos que trazem no olor
A liberdade feito encanto e quimera!
Sabei que tenho um grande Amor que ausente está,
Em mim, causa da dor que humano algum conhece, Mas que revelará aos meus descendentes todos,
Como a visão de vós no limiar da vida,
Ou como vossas cores na tela dos sonhos, A beleza e a glória na imortalidade.
Ave, lírios dos campos de meu coração!
Da minha infausta vida a seiva vos oferto,
Ou o que nela houver que não sejam espinhos,
Que estes libertarão bem minha alma do corpo,
Perfurando a ferida de forma fatal,
Aquecendo com sangue a escultura do ser.
Ave, Senhora do meu coração!
Agora sim, em tua presença choro,
Que mais não há tanta lamentação
E minhas lágrimas a terra cobrem.
Sejam de Deus manifestação!
Sejam do Amor arauto, redenção!"
A quem possa interessar...
Nos braços de Morpheu ( a História desde o início)
- V Capítulo- Filha de Safira-2
- V Capítulo- Filha de Safira-1
- IV Capítulo-O regresso de Morpheu (final de capítu...
- IV Capítulo (1ª parte)-O regresso de Morpheu
- III Capítulo (fim de capítulo)
- III Capítulo (1ª parte) Na companhia de Hipnos
- II Capítulo (final de capítulo)
- II Capítulo -No reino de Morpheu-3
- II Capítulo -No reino de Morpheu-2
- II Capítulo -No reino de Morpheu-1
- I capítulo-Prisioneira de Cronos
Reservados direitos de autor
O que não se deve perder
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AMOR DA MINHA VIDA!Há 2 anos
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2anos….Há 6 anos
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Quadro LaranjaHá 11 anos
Passos de Pandora
- 3º capítulo (1)
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- fantasia (1)
- férias (1)
- fim do 2º capítulo (1)
- fim do4º capítulo romance (1)
- fraude cibernética (1)
- hipnos (2)
- II capítulo (1)
- MorPheu (3)
- Morpheu fim de 3ª capítulo (1)
- nos braços de morpheu (4)
- nuvens negras (1)
- pandora (3)
- Pandora4º Capítulo (1)
- romance (3)
- romance Morpheu (1)
- V Capítulo Filha de Safira 2ª parte (1)
- V capítulo No reino de Morpheu (1)
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Reprodução da pintura "In the Arms of Morpheus" Artista: William E. Reynolds-Stephens Data da pintura: 1894 Técnica: Pintura a óleo em Tela de tamanho: 110.5 x 166.5 cm. Descrição :Nos braços de Morfeu, pintura que faz referência ao Deus Grego dos Sonhos. http://www.artmagick.com/paintings/painting3493.aspx








