03/05/2002
Apetecia-me tocá-la , sentir a textura da sua pele nas minhas mãos, sentir as suas formas curvilíneas por um breve momento e depois saboreá-la lentamente.
Não resisti e agarrei-a!
Sentia agora a textura da sua pele entre as minhas mãos. Como era macia a sua pele! Sentir as suas formas aguçava-me a imaginação e despertava-me com mais intensidade a vontade de a saborear. Por fim cedi à tentação, encostei-a aos meus lábios e mordi-a . Saboreei cada pedaço lentamente para não me esquecer do seu sabor.
Ah! Como me soube bem aquela fresca, sumarenta e deliciosa pêra!
30/04/2002
Qual prostituta cinematográfica você é?
Se tudo depende da primeira frase, já temos uma para entrar neste tema que vem despertando muita curiosidade, principalmente para aqueles que estão se iniciando no mundo das letras. Como se o processo criativo fosse a caixinha de Pandora que cada escritor guarda dentro de si. Essa busca ao tesouro começa com outra pergunta, curta e concreta, que pode gerar respostas longas e subjetivas, pois no entender deste já velho escriba não há arte mais abstrata do que a escrita. A pergunta é: "Como nasce uma história?"
António Torres in Texto apresentado na aula inaugural do Projeto Escritor Visitante, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, em março de 1999.
29/04/2002
27/04/2002
Sim pode ser no papel, pode ser no computador desde que escreva. O que faz surgir essa vontade é até para mim um mistério. Um desabafo, um gesto, uma expressão, uma frase que faz com que me assaltem ideias e nasçam personagens por vezes sem rosto mas com alma. Curioso por norma só consigo dar título no fim. Pois no início tenho uma ideia e nasce algo completamente diferente.
Quando escrevi "Obsessão" queria escrever sobre alguém que não conhecia o significado da palavra perder, acabei por escrever sobre alguém que tinha a obsessão de não perder.
Para o tema "Pedra falsa",sentei-me em frente ao computador as ideias não saíam, as frases não surgiam e comecei a dizer : não consigo e.. comecei a escrever partindo da frase ”tu disseste que eu seria capaz” e o texto tomou vida própria. Quando terminei não sabia que título lhe dar, o computador escolheu. Por qualquer motivo guardou as últimas palavras que eu tinha escrito e ficou "Rocha Sedimentar"
.
Acontece-me muita vez um texto tomar via própria ao ponto de eu própria tentar interpretar porque escrevi o que escrevi. Lembro-me que quando alguém falou no processo criativo e dizia que tinha planeado do início o que ia escrever e os sentimentos que queria despertar. Eu pensei: “bem eu não devo ter processo criativo”. Eu imagino os cenários, os personagens , as emoções que quero despertar e não sei porquê os meus textos tomam sempre um rumo diferente do inicial. Outras vezes vou ao sabor "da pena" e acabo por ler o texto como se alguém mo estivesse a ditar e só depois tomo consciência do que escrevi. Penso se mais alguém será assim. Penso se será falta de disciplina ou se será esse o meu processo criativo. Talvez eu não saiba criar de outra forma.
25/04/2002
24/04/2002

Recentemente uns amigos brasileiros vieram visitar Portugal e provaram Chocos pela primeira vez!
Deixo aqui uma receita típica do Algarve e garanto que é muito boa. Mas aviso já , não tente beijar ninguém quando comer esse "petisco"
porque a sua boca vai estar preta e cuidado ao cortar o choco senão a tinta salta. Hum! fiquei com água na boca!
Chocos com tinta
Ingredientes:
1 kg de chocos
1 dl de azeite
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
Sal
Pimenta
Preparação:
Arranjam-se os chocos, sem retirar o saco de tinta. Levam-se ao lume a cebola
picada no azeite, os dentes de alho e a folha de louro. Quando a cebola estiver
alourada, juntam-se os chocos. Tempera-se com sal e pimenta, tapa-se e deixa-se
apurar. Serve-se com batatas cozidas










