13/05/2002

Já descobri o mistério não foi o Vítor Andrade que em enviou a História de Shaya mas sim a minha amiga do coração Fátima que usou o mail do Vítor para me enviar a História e não assinou, pois o importante era a mensagem e não quem a mandava.

09/05/2002

Estou ainda a tentar descobrir se conheço o Vítor de Andrade de algum sítio que não me lembro. Acho que me escreveu por engano,não sei bem como .Mas por engano ou não, a história que ele me enviou é linda e dá que pensar. Passo então à história da qual não conheço o autor, porque me foi enviada sem qualquer referência ao autor:

" De vez em quando é bom ler algo que dê para reflectir um pouco.

Em Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças deficientes. Algumas crianças permanecem em Chush por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser educadas em escolas normais.
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais será esquecido pelos que estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, clamou ele: "Onde está a perfeição no meu filho Shaya? Tudo o que Deus faz, é feito com perfeição. Mas o meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. O meu filho não pode lembrar-se de factos e números como as outras crianças. Onde está a perfeição de Deus?
Estavam todos chocados com a pergunta, com o sofrimento do pai.
Ele continuou: "Eu acredito, que quando Deus traz uma criança assim ao mundo, a perfeição que ele busca está no modo como as pessoas reagem a esta criança".
Ele contou então a seguinte história sobre o seu filho Shaya.

Uma tarde Shaya e eu caminhávamos por um parque onde algumas crianças que Shaya conhecia jogavam "basebol". Shaya perguntou-me, acha que eles me deixam jogar? Eu sabia que o meu filho não era atlético que a maioria das crianças não o queriam na equipa. Mas entendi que se o meu filho fosse escolhido para jogar, lhe daria uma confortável sensação de participação.
Aproximei-me de uma das crianças no campo e perguntei se Shaya poderia jogar. A criança olhou à sua volta procurando por aprovação dos seus companheiros de equipa. Mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos e disse: "Nós estamos a perder por seis rodadas e o jogo está na oitava rodada. Eu acho que ele pode estar na nossa equipa e nós tentaremos colocá-lo para bater até à nona rodada".
Fiquei excitado quando Shaya abriu um grande sorriso.
Pediram a Shaya para vestir uma luva e ir para o campo para jogar. No final da oitava rodada, o time de Shaya marcou alguns pontos mas ainda estava perder por três. No final da nona rodada, o time de Shaya marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Shaya foi escolhido para continuar. A equipa deixaria Shaya de facto bater nestas circunstâncias e perder a oportunidade de ganhar o jogo?
Surpreendentemente, foi dado o bastão a Shaya. Toda a gente sabia que era quase impossível porque Shaya nem sequer sabia segurar o bastão. Porém, quando Shaya tomou posição, o lançador moveu-se alguns passos para arremessar a bola suavemente de maneira que Shaya pudesse ao menos bater.
Foi feito o primeiro arremesso e Shaya balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipa de Shaya foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Shaya. Quando veio o lance, Shaya e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos bateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem de base. Shaya estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem de base. Toda a gente começou a gritar: "Shaya, corre para a primeira base.

Corre para a primeira".

Nunca na vida dele ele tinha corrido... Ele saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até ele alcançar a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem de base que colocaria Shaya fora, pois ele ainda estava a correr. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim ele lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem de base. Todos gritaram:
"Corre para a segunda, corre para a segunda". Shaya correu para a segunda base enquanto os jogadores em frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Shaya alcançou a segunda base, a curta parada adversária, colocou-o na direção da terceira base e todos gritaram:
"Corra para a terceira". Quando Shaya contornou a terceira base, os meninos de ambas as equipas correram atrás dele gritando, "Shaya corre para a base principal".
Shaya correu para a base principal, pisou nela e todas as 18 crianças o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido um campeonato" e ganho o jogo para a equipa dele. "Aquele dia," disse o pai docemente com lágrimas caindo sobre sua face, "essas 18 crianças alcançaram a perfeição de Deus". Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!

Engraçado como isto é tão verdadeiro e nos envergonha a todos!
Engraçado como se podem enviar mil piadas por e-mail e elas se espalham como fogo, mas quando você começa a enviar mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam duas vezes antes das partilharem.
Engraçado como a indecência, as coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzam livremente o ciberespaço, mas quando for passar esta mensagem, não a envia para muitos da sua lista de endereços, porque não estará seguro do que eles acreditam, ou o que eles pensarão de si por lhes enviar isto.
Engraçado como uma pessoa pode preocupar-se mais sobre o que as outras pessoas pensem dela do que o que Deus pensa dela.
Engraçado não é?
Entretanto algumas pessoas não se preocupam com as outras; só com elas próprias!
Vamos todos ter a esperança que nós podemos fazer a vida um pouco melhor para as pessoas que não estão tão bem quanto nós. Tudo o que é bom... dura o tempo suficiente para ser inesquecível...."


06/05/2002

Anjos são mesmos seres privilegiados pois a sua imaginação tem asas e leva-os até onde quiserem chegar.
A Miriam tem imenso talento para brincar com palavras e fazer poesia. Não resiti a trazer com a sua autorização essa rima para a minha caixinha.



Rima Avulsa

Preparei uma rima

mas caiu lá de cima

e não deu pra pegar

nem pra tentar arrumar.

Por que rima incerta

não se acerta

em nenhum lugar.

Míriam I. C. Salles

05/05/2002



O Poema à Mãe:
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha ? queres ouvir-me? ?
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda ouço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio de um laranjal...

Mas ? tu sabes ? a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade In Os Amantes sem Dinheiro (1950)

04/05/2002


Canção da Meia - Noite

Eu sou onda do mar
Que conta as rochas
Vai rebentar
Eu sou gota de água
Que ao rio vai parar
Eu sou brisa passageira
Sou perfume efémero no ar
Sou ave que esqueceu de voar
Eu sou a noite ligeira
Que se esqueceu de acordar
Sou o sol que se esqueceu de brilhar
Sou labareda de fumo
Que se espalha no ar
Sono que se esqueceu de sonhar
Vida que se esqueceu de viver
Lágrima que não quis cair
Fonte que se esqueceu de jorrar
Sou sol, sou nuvem no céu a brincar
Sou apenas
Vento que vai a passar

03/05/2002

Finalmente chegara a casa. Tirei o casaco, pousei as minhas coisas e fui lavar as mãos. Depois dirigi-me à cozinha e vi que ela permanecia ali fresca e viçosa. Desafiando-me os sentidos com as suas formas curvilíneas.

Apetecia-me tocá-la , sentir a textura da sua pele nas minhas mãos, sentir as suas formas curvilíneas por um breve momento e depois saboreá-la lentamente.

Não resisti e agarrei-a!
Sentia agora a textura da sua pele entre as minhas mãos. Como era macia a sua pele! Sentir as suas formas aguçava-me a imaginação e despertava-me com mais intensidade a vontade de a saborear. Por fim cedi à tentação, encostei-a aos meus lábios e mordi-a . Saboreei cada pedaço lentamente para não me esquecer do seu sabor.

Ah! Como me soube bem aquela fresca, sumarenta e deliciosa pêra!

01/05/2002

" Amanhã é um novo dia !" A minha frase preferida inicia o Mês de Maio.

30/04/2002

Juro que não fiz batota e curiosamente ainda estou por ver o filme
Teste da prostituta cinematográfica


Qual prostituta cinematográfica você é?
"Em princípio, criar e coçar é só começar. Mas como é que se faz para começar?

Se tudo depende da primeira frase, já temos uma para entrar neste tema que vem despertando muita curiosidade, principalmente para aqueles que estão se iniciando no mundo das letras. Como se o processo criativo fosse a caixinha de Pandora que cada escritor guarda dentro de si. Essa busca ao tesouro começa com outra pergunta, curta e concreta, que pode gerar respostas longas e subjetivas, pois no entender deste já velho escriba não há arte mais abstrata do que a escrita. A pergunta é: "Como nasce uma história?"

António Torres in Texto apresentado na aula inaugural do Projeto Escritor Visitante, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, em março de 1999.

29/04/2002

Aos 100 anos de idade faleceu o grande jornalista português. O jornalismo português ficou mais pobre.Mas a memória de Fernando Pessa permanecerá para sempre no coração do povo português.

28/04/2002

2001-2002




É campeão!

É campeão!

É campeão!

27/04/2002

Sobre Escrever

Aparece, de repente quando menos espero aquela súbita vontade de escrever. Não importa se escrever no papel é antiquado, eu gosto do cheiro do papel , da tinta, do deslizar da esferográfica, do desenhar das palavras.

Sim pode ser no papel, pode ser no computador desde que escreva. O que faz surgir essa vontade é até para mim um mistério. Um desabafo, um gesto, uma expressão, uma frase que faz com que me assaltem ideias e nasçam personagens por vezes sem rosto mas com alma. Curioso por norma só consigo dar título no fim. Pois no início tenho uma ideia e nasce algo completamente diferente.

Quando escrevi "Obsessão" queria escrever sobre alguém que não conhecia o significado da palavra perder, acabei por escrever sobre alguém que tinha a obsessão de não perder.

Para o tema "Pedra falsa",sentei-me em frente ao computador as ideias não saíam, as frases não surgiam e comecei a dizer : não consigo e.. comecei a escrever partindo da frase ”tu disseste que eu seria capaz” e o texto tomou vida própria. Quando terminei não sabia que título lhe dar, o computador escolheu. Por qualquer motivo guardou as últimas palavras que eu tinha escrito e ficou "Rocha Sedimentar"
.
Acontece-me muita vez um texto tomar via própria ao ponto de eu própria tentar interpretar porque escrevi o que escrevi. Lembro-me que quando alguém falou no processo criativo e dizia que tinha planeado do início o que ia escrever e os sentimentos que queria despertar. Eu pensei: “bem eu não devo ter processo criativo”. Eu imagino os cenários, os personagens , as emoções que quero despertar e não sei porquê os meus textos tomam sempre um rumo diferente do inicial. Outras vezes vou ao sabor "da pena" e acabo por ler o texto como se alguém mo estivesse a ditar e só depois tomo consciência do que escrevi. Penso se mais alguém será assim. Penso se será falta de disciplina ou se será esse o meu processo criativo. Talvez eu não saiba criar de outra forma.

25/04/2002







25 de Abril "E depois do amor..." a liberdade de um país.
Filme: "Os capitães de Abril" realizado por Maria de Medeiros.
Símbolo:Cravo vermelho.

24/04/2002

Choco sem Tinta



Recentemente uns amigos brasileiros vieram visitar Portugal e provaram Chocos pela primeira vez!
Deixo aqui uma receita típica do Algarve e garanto que é muito boa. Mas aviso já , não tente beijar ninguém quando comer esse "petisco"
porque a sua boca vai estar preta e cuidado ao cortar o choco senão a tinta salta. Hum! fiquei com água na boca!

Chocos com tinta

Ingredientes:
1 kg de chocos
1 dl de azeite
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
Sal
Pimenta



Preparação:
Arranjam-se os chocos, sem retirar o saco de tinta. Levam-se ao lume a cebola picada no azeite, os dentes de alho e a folha de louro. Quando a cebola estiver alourada, juntam-se os chocos. Tempera-se com sal e pimenta, tapa-se e deixa-se apurar. Serve-se com batatas cozidas



AH! Deste resultado eu gostei.Afinal "Se eu fosse um animal " eu queria ser um golfinho!