08/02/2003

A "Caixinha de Pandora" comemora hoje o seu primeiro aniversário! Obrigada a todos os que a visitaram! Faz hoje um ano que fiz o meu primeiro post!

07/02/2003

Sei que a minha caixinha tem permanecido fechada e poucos são os segredos que saem da caixa, mas cada vez é mais exíguo o tempo que tenho para os revelar. Não deixe de abrir a a caixa quem sabe um dia recomeçam as novidades na caixa de Pandora, até lá as Parcas mnatém o fio da minha vida a ser tecido em velocidades maiores daquelas para que eu estava preparada.

06/02/2003

Só por hoje, somente neste dia queria ser pássaro e voar sem parar, sem destino sem nada com que me preocupar.

16/01/2003

Bem vindos ao mundo de Pandora créditos de crazypages
pescado no Mixiricando

13/01/2003

Apelo

De repente tudo muda
Tudo fica diferente
O Vento sopra mais forte
O mar fica enfurecido
E as ondas correm como loucas umas atrás das outras
Para que o mar possa beijar areia
Para que o vento me possa fustigar o rosto com seus salpicos salgados
E aí surge um desejo súbito
Insensato, bizarro, indefinível de deixar de ser gente, ser humano e sentimento
e ser mar, onda, areia, chuva e vento
num dia de Inverno cinzento
E parar de correr atrás de ilusões
como as ondas que se perseguem loucamente
e loucamente me persegue o desejo de deixar de ser gente
e fazer parte da natureza
ser um membro do seu corpo
esquecer esta incerteza
que me persegue incessantemente
a incerteza de ser gente
ser humano e sentimento.


07/01/2003

Aviso:tive alguns problemas no blog "Um conto de reis..." que se encontra em stand by mas brevemente prosseguirá.
Tenho as mãos geladas. Olho para a tela em braco que me convida insistentemente a decorá-la com letras e palavras rebuscadas, mas tenho as mãos geladas e estas recusam-se abandonar o aconchego do corpo onde se refugiam. Renunciam ao apelo das teclas, ao apelo das letras e a tela em branco terá que esperar, que eu não tenha as mãos tão geladas para que estas façam de novo o bailado das teclas e ilustrem de novo a tela em braco que anseia por letras e palavras rebuscadas.

05/01/2003

Ano novo! vida nova! O Blogger reformulou o seu visual do editor: Hummm! Espero que funcione melhor.

03/01/2003

Para aqueles que visitam a "caixinha" desde o seu nascimento este texto não lhes é estranho pois foi dos primeiros que "postei" aqui. No entanto creio que vale a pena republicá-lo como uma reflexão para este novo ano que iniciámos.

Um novo ano

Um novo começo. Uma nova página virada no livro da vida. Um novo amanhecer coroado de esperança. Um capítulo em branco com trezentas e sessenta e cinco páginas por preencher. E sem saber ,somos os personagens principais desse livro e talvez por isso queremos que o final seja feliz.

Amanhecemos apenas com uma certeza, a de que o nos planeta completou mais uma volta em torno do rei sol. Esperamos que o sol nos sorria, que o novo ano nos sorria. Um novo ano, uma nova oportunidade.

Tempo de reflexão. Tempo de olharmos para nós próprios e pensarmos como podemos ser pessoas melhores e fazer com que o mundo à nossa volta se torne melhor para todos. Tempo para tentarmos cumprir os sonhos que ficaram por realizar e cumprir projectos que ficaram por terminar.

Tempo de escrever as páginas da nossa vida que ainda não foram escritas. Tempo de visitar o amigo, que estamos há anos por visitar, de ler o livro que sempre quisemos ler e ficou esquecido na prateleira, de provar o prato especial que ainda não provámos, de fazer a viagem que sempre adiámos, de escrever o livro que ainda não escrevemos. Tempo de dizer obrigada, amo-te , adoro-te, gosto de ti, tens valor, aprecio-te, admiro-te!

Sim é tempo de dizermos o que sentimos. De ajudarmos quem precisa. De tentarmos fazer aquilo que ainda não conseguimos, de lutarmos pelos nossos ideais. Antes que seja tarde demais. Antes que não voltemos a amanhecer num novo ano. Antes que não tenhamos uma nova oportunidade de escrevermos, o melhor capítulo. Façamos de um novo ano , o livro mais bonito da nossa vida, onde todos os personagens têm direito a finais felizes.

31/12/2002


FELIZ   2003



20/12/2002

Curtas

* A quem visitar a "Caixinha de Pandora " e tiver crianças ou gosto por literatura infantil, eu convido a visitar o meu novo blog destinado aos mais novos "Um conto de reis..."

* Se os seus interesses em termos de literatura são variados sugiro que visite a nova edição de "As letras de Paganini" onde encontrará as mais recentes notícias em termos do que se faz de novo na literatura portuguesa.

* Está farto(a) do template do seu blog e quer mudar, mas não percebe nada de HTML? Faça como eu visite o BlogBuster.

* A propósito do BlogBuster o template de "Um conto de reis..." veio de Lá e foi aqjustado à medida pela sua criadora que foi incansável. Obrigada Civana!

17/12/2002

Eu escrevi "o erro", ela escreveu o "o acerto" e resultou neste texto trabalhado a quatro mãos sem prévia combinação,mas com muita inspiração:

O ERRO E O ACERTO DO POETA

Flora Rodrigues
Rosi Luna

Eu pensava que o amor era mágoa, dor, desilusão. Eu
tinha quase a certeza que o amor era aquela eterna
incerteza, aquela dúvida, aquele desassossego de que o
poeta falava.

Eu pensava que o amor era nódoa, flor, ilusão. Eu
não tinha certeza que o amor era aquela eterna clareza,
aquela afirmação, aquele aconchego de que o poeta falava

Eu pensava que o amor era a eterna espera, era a
angústia, o sofrimento, o tormento de que o poeta se
queixava ao vento.

Eu pensava que o amor era uma lanterna de chegada, era
a malícia, entendimento, um carma de que o poeta se
furtava ao juramento.

Eu pensava que o amor era aquela agonia sentida e
forte, a ausência mais dolorosa que a morte. Eu
pensava como o poeta, que cantava as suas mágoas ao
vento, que amor era apenas dor, angústia, sofrimento.

Eu pensava que amor era aquela alegoria consentida e
fraca, a permanência mais deliciosa que a vida. Eu
pensava como o poeta, que louvava as suas alegrias
ao juramento, que amor era apenas flor, malícia, entendimento.

Mas hoje eu sei o que é o amor.
Mas hoje eu perdi a noçao do que é o amor.

O amor é alegria, fantasia, uma doce paixão, um
alegre bater do coração.
O amor é uma dádiva eterna, é um dar e receber sem
parar. É estar ao teu lado sem falar.

O amor é cantoria, uma folia, um salmo da paixão,
um breve tocar da emoção.
O amor é uma diva eternizada, é uma falta de ar sem
receber balão pra oxigenar. É pular do paraquedas sem olhar.

É não ter que esperar, é a felicidade a bater a nossa
porta. É ter a tua mão na minha para caminharmos de
mãos dadas. É um sorriso, um sonho realizado. É não
ter que esperar eternamente por quem está ao nosso
lado.

É ter que contar, é a eternidade pra calar os clamores.
É ter um caminhão para juntar areia de todas
as praias. É uma lágrima, uma fronha esticada. É
ter que olhar o calendário por quem nunca está pra chegar.

O amor é esquecer a angústia, agonia, o sofrimento a
desilusão, porque estamos juntos e desfrutamos
plenamente a nossa paixão.

O amor é lembrar a pelúcia, sinfonia, a melancolia o
ilusionista, porque estamos separados e somos frutos
de uma polpa de paixão.

Eu não sabia o que era o amor ,mas agora que te tenho
a meu lado, eu já sei o que é amor e agora eu sei, eu
tenho a certeza que o poeta estava errado.

Eu pensava o amor era um véu de pele, um veludo desnudo
um balão quanto mais chegasse perto mais longe ele iria.

Eu não sabia o que era o amor, mas agora que te perdi
olha meu estado, eu não sei o que é amor e agora eu não sei,
eu não tenho a clareza que o poeta estava certo.

O erro do poeta

Eu pensava que o amor era mágoa, dor, desilusão. Eu tinha quase a certeza que o amor era aquela eterna incerteza, aquela dúvida, aquele desassossego de que o poeta falava.

Eu pensava que o amor era a eterna espera, era a angústia, o sofrimento, o tormento de que o poeta se queixava ao vento.

Eu pensava que o amor era aquela agonia sentida e forte, a ausência mais dolorosa que a morte. Eu pensava como o poeta, que cantava as suas mágoas ao vento, que o amor era apenas dor, angústia, sofrimento.

Mas hoje eu sei o que é o amor.

O amor é alegria, fantasia, uma doce paixão, um alegre bater do coração.
O amor é uma dádiva eterna, é um dar e receber sem parar. É estar ao teu lado sem falar.

É não ter que esperar, é a felicidade a bater a nossa porta. É ter a tua mão na minha para caminharmos de mãos dadas. É um sorriso, um sonho realizado. É não ter que esperar eternamente por quem está ao nosso lado.

O amor é esquecer a angústia, agonia, o sofrimento a desilusão, porque estamos juntos e desfrutamos plenamente a nossa paixão.

Eu não sabia o que era o amor ,mas agora que te tenho a meu lado, eu já sei o que é amor e agora eu sei, eu tenho a certeza que o poeta estava errado.

15/12/2002

Se

Se Se o tempo parasse
Se o rio não corresse
Se o mar desaparecesse
Se o vento não soprasse
a vida perderia o sentido
A natureza a sua beleza
e o mundo estaria perdido
numa imensa incerteza

08/12/2002

Decidi publicar aqui o texto que não consegui publicar para o tema Alma lavada dos Anjos de Prata

Anjos de Fraldas

Há quem diga que os anjos andam entre nós, encarnando na pele de comuns mortais apenas em algumas circunstâncias em que temos mais necessidade uma palavra ou de um ombro amigo. Há mesmo quem fale em anjos circunstanciais. Aquela pessoa desconhecida que nos indica o caminho quando estamos perdidos. O desconhecido que nos devolve a carteira cheia de dinheiro que esquecemos no café. O desconhecido quem tem a coragem de nos perguntar se estamos bem, quando as lágrimas nos rolam pelos olhos abaixo no Metro. O amigo que não ligava há anos e de repente lembrou-se de nós. O amigo que não víamos há anos e que de repente quando menos esperamos, encontramos no meio da multidão das cidades. Estes desconhecidos e amigos por vezes aparecem quando mais precisamos e quando menos esperamos. Mas por vezes são mesmo aqueles seres pequeninos, que começam a dar os seus primeiros passos neste mundo, que na sua pureza nos ajudam a seguir em frente.

Lembro-me que as minhas sobrinhas tinham pouco mais de dois anos, quando eu atravessei uma fase muito difícil na minha vida, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Sempre que podia aproveitava para passar algum do meu tempo livre com as sobrinhas. Vê-las crescer, aprender a falar e andar é fascinante. Permite-me regressar à infância e ser de novo criança. Talvez por isso mais do que uma tia, as minhas habituaram-se a ver em mim uma companheira de brincadeiras e um ombro amigo para chorar quando caíam ou o balão rebentava. Receber um abraço ou um beijo espontâneo seus são dádivas divinas pela pureza dos seus gestos. Mas houve duas situações que me deixaram, mais do que feliz, de alma lavada. Eu brincava com a minha sobrinha mais nova na minha casa, quando a mãe a chamou para se despedir e se ir embora, perguntei-lhe se me dava um abraço e com um grande sorriso rasgado envolveu-me nos seus bracitos e respondeu-me:
- Muito “apetado”! – O mundo caiu a meus pés, enquanto ela me dava o seu abraço “muito apetado”.

Noutra ocasião recebi a maior prenda de natal de sempre. Estava a ver televisão com a minha sobrinha mais velha. Estávamos ambas caladas, quando de repente ela quebrou o silêncio e articulando as palavras com muito cuidado olhou para mim muito séria e disse:
- Eu amo muito a minha tia Flora.- Espantada olhei para ela e pensando que tinha percebido mal perguntei-lhe:
- O que disseste ?! _ ao que ela repetiu, (pensando provavelmente ter-se enganado nas palavras ) – Tu amas muito a minha tia Flora. - pedi-lhe que repetisse o que tinha dito antes, e que ela tinha falado bem. Então ela repetiu desta vez mais segura e de voz mais clara:
- Eu amo muito a minha tia Flora!

Dei-lhe um abraço “muito apetado” e fiquei com a certeza que enquanto existissem estes seres iluminados pela sua pureza e eu tivesse o seu amor incondicional, todos os meus problemas desapareceriam. A pureza dos seus gestos deixara-me de alma lavada.