19/03/2003

Ou o defeito é meu ou o Blogger está na maior confusão e acabou por me baralhar. Tentei actualizar o template, perdi os arquivos e perdi os últimos comentários. Estou furiosa com isto tudo.Alguém me diz se vale apena mudar para o Blogger do Brasil ou a história é a mesma?

14/03/2003

Destino Errante

Tenho por vezes a sensção estranha de estar a viver uma vida que não é a minha, como se algures no caminho me tivesse enganado e acabasse por viver um destino que não era o meu e para o qual ningúem me tinha preparado. Como se no meio do meu caminho tivesse feito algo de errado e tivesse que voltar para trás para reparar os erros, mas perdi a memória e não sei em que é que errei. Assim, ando errando por aí a tentar descobrir erro que cometi.

09/03/2003

Acho que o Blogger está com TPM por causa do dia da mulher. Tenho tentado vezes sem conta adicionar links e fazer alterações no template nao dá. O pior é que sei que não estão errados porque aparecem e desaparecem, como por magia. estou desiludida com este novo blogger. Temos menos espaço onde escrever e menos ferramentas usar. Pronto já desabafei aminha fúria com o Blogger!

07/03/2003

E porque o dia da mulher está aí nada melhor que este poema delicioso de António Gedeão ( ou Rómulo de Carvalho se preferirem)

Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

António Gedeão in Teatro do Mundo (1958)

28/02/2003

FELIZ CARNAVAL





26/02/2003



Cântico Negro

"Vem por aqui"- dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

24/02/2003



Era aqui que eu queria estar, a voar dentro de água. Sem ter nada em que pensar, sem ter nada com que me preocupar. Sem ter que me recriminar por estar aqui a escrever em vez de estar a trabalhar. Era aqui que eu queria estar...

23/02/2003

Meu humor atual - i*Eu
O Tempo fez-me sua prisoneira e deu-me tarefas inacabáveis a cumprir, com a promessa de me devover a liberdade quando eu as terminasse. Mas o corpo dói-me, pesa-me de cansaço. A cabeça pende, e a insónia contraria os olhos e o corpo, que pedem para descansar, para ganharem novas forças, e enfrentarem o desafio do Tempo. Rendo-me e entrego-me à proteccção de Morpeu que me carrega no seu colo e me traz sonhos de luz e esperança.

22/02/2003



Obrigada amiga!
Eu mesmo no i*Eu!

21/02/2003

Série Anjos de Fraldas

No outro fui visitar a minha sobrinha mais velha que tem cinco aninhos. Instalei-lhe no computador um daqueles programinhas para fazer calendários e molduras e fiz um para ela. Os olhos brilhavam de felicidade, até que se vira para mim e diz: - Eu gosto da tia os números todos até ao infinito!

Curtas


*Agora já está. Podem confirmar duas histórias novas no Blog "Um conto de reis..." visitem e se gostarem já têm histórias para contar às vossas criancas antes delas adormecerem e entrarem no seu reino praticular de fantasia.

*Eles voltaram e destas vez com bruxas malvadas a voar em vassouras. Vá lá visite e diga-lhes o que achou.

19/02/2003

OH! O bolo foi-se embora e eu não consegui provar nem uma fatia ;O)!
Esta eu recebi da lista dos Anjos de Prata, foi enviada pela talentosa anja Raquel Santos e como eu sou professora não resisti a usar para animar a "Caixinha "


. Fala muito; é um fominha para dar aula;
. Pára de falar uns minutos; está matando aula;
. Fala com voz alta; grita;
. Fala em tom normal; ninguém ouve;
. Tem automóvel; é rico;
. Não tem; é um coitado;
. Conversa com os outros professores; faz fofoca;
. Não conversa; é pedante;
. (Se) brinca com a turma; está pertubando;
. (Se) não brinca; é um chato;
. É jovem; não tem experiência;
. É velho; está na hora de se aposentar;
. Não falta; é um "caxias";
. Falta; não quer trabalhar;
. A prova é longa; nunca dá tempo;
. A prova é curta; tira as chances dos alunos;
. Dá muita matéria; não tem dó do aluno;
. Dá pouca matéria; não prepara o aluno;
. Reprova o aluno; é um ditador;
. Passa o aluno; é um bobo;
. Fala difícil; ninguém entende;
. Se faz entender; é muita moleza.

É..... Tem jeito não!