04/04/2003

Descobri uma triste verdade:.é que existem pessoas que preferem manter uma amizade tendo por base a hipocrisia e não a sinceridade e ainda têm o desplante de chamar cordialidade à hipocrisia! Achando-se arrogantemente donos da verdade e da razão. Tendo atitudes infantis como , "se discordas de mim ou usas palavras mais duras para te defenderes eu já não falo contigo." "Eu já não quero brincar contigo". Pensei que isto não existia no mundo dos adultos, enganei-me! O mundo das crianças é muito menos hipocrita. Prefiro mil vezes a sinceridade de um aluno que diz que não gosta de mim, mas que me entende do que um adulto que me diz admirar e não me compreende! Cheguei à conclusão que não perdi um amigo, descartei-me de mais uma relação hipócrita de pessoas que se acham donas da verdade. O que eu lamento é ter chegado a considerar essa pessoa um amigo!

30/03/2003

Mais um teste para encher enquanto não arranjo tempo para escrever:

O Descolado

Qual a imagem que você passa para os outros?

23/03/2003

Esta imagem que encontrei navegando por aí ( não me lembro ao certo de onde tirei a imagem porque já foi há uns tempos que o fiz) vem bem a propósito da actual situação mundial.



É fantástico acabei de ler no Expresso que esse Blog foi a causa de apagões no servidor onde está instalado, acho que percebi agora a loucura do Blogger.Tudo porque é um blog de um Iraquiano que está em Bagadd. Este mundo ensandeceu de vez!

22/03/2003

Da Série Roubando Drops um poema de Robert Frost que servia de senha no filme " Telefone" com o Charles Bronson e que guardei na memória ao encontrar de novo o poema não resisti :

“The woods are lovely, dark and deep.
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.”
Robert Frost

Fica aqui a minha tradução livre:

" Os bosques são amáveis, escuros e profundos
mas eu tenho promessas a cumprir,
e milhas a percorrer antes de dormir,
e milhas a percorrer antes de dormir."


Não gosto desses testes,mas para encher o blog de vez em quando dá jeito e confesso que o resultado até é bem colorido.AH! É verdade peguei o teste no Maré

Que droga você é viciado?

19/03/2003

Ou o defeito é meu ou o Blogger está na maior confusão e acabou por me baralhar. Tentei actualizar o template, perdi os arquivos e perdi os últimos comentários. Estou furiosa com isto tudo.Alguém me diz se vale apena mudar para o Blogger do Brasil ou a história é a mesma?

14/03/2003

Destino Errante

Tenho por vezes a sensção estranha de estar a viver uma vida que não é a minha, como se algures no caminho me tivesse enganado e acabasse por viver um destino que não era o meu e para o qual ningúem me tinha preparado. Como se no meio do meu caminho tivesse feito algo de errado e tivesse que voltar para trás para reparar os erros, mas perdi a memória e não sei em que é que errei. Assim, ando errando por aí a tentar descobrir erro que cometi.

09/03/2003

Acho que o Blogger está com TPM por causa do dia da mulher. Tenho tentado vezes sem conta adicionar links e fazer alterações no template nao dá. O pior é que sei que não estão errados porque aparecem e desaparecem, como por magia. estou desiludida com este novo blogger. Temos menos espaço onde escrever e menos ferramentas usar. Pronto já desabafei aminha fúria com o Blogger!

07/03/2003

E porque o dia da mulher está aí nada melhor que este poema delicioso de António Gedeão ( ou Rómulo de Carvalho se preferirem)

Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

António Gedeão in Teatro do Mundo (1958)

28/02/2003

FELIZ CARNAVAL





26/02/2003



Cântico Negro

"Vem por aqui"- dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

24/02/2003



Era aqui que eu queria estar, a voar dentro de água. Sem ter nada em que pensar, sem ter nada com que me preocupar. Sem ter que me recriminar por estar aqui a escrever em vez de estar a trabalhar. Era aqui que eu queria estar...

23/02/2003

Meu humor atual - i*Eu
O Tempo fez-me sua prisoneira e deu-me tarefas inacabáveis a cumprir, com a promessa de me devover a liberdade quando eu as terminasse. Mas o corpo dói-me, pesa-me de cansaço. A cabeça pende, e a insónia contraria os olhos e o corpo, que pedem para descansar, para ganharem novas forças, e enfrentarem o desafio do Tempo. Rendo-me e entrego-me à proteccção de Morpeu que me carrega no seu colo e me traz sonhos de luz e esperança.