14/04/2003

Ando a pensar que este template vai mudar o visual dentro de dias...
Actualizando o Blogchalk
This is my new blogchalk:
Portugal, Lisboa, Lisboa, Portuguese, English, Pandora, Female, 31-35, Literatura, Cinema. :)

Mais um conto de reis completo. Confiram o final da "Rosa Perdida".

13/04/2003

Acho que consegui normalizar este.

12/04/2003

As palavras são fantásticas podem ser usadas como arma, como carinho,como arte até mesmo como máscara. Ora vejamos, enquanto eu me mascaro de Pandora há um grito no escuro que espreita a caixa e uma voz que me visita e me deixa palavras de subtil beleza na caixa do meu mail. Desperta-me recordações adormecidas pelo passar dos anos e pela vitória do tempo sobre a memória. Uma memória perdida intencionalmente, de alguém a quem um dia quis muito bem e ainda quero , embora lhe tenha perdido o rasto. A minha vida compôs-se aos poucos, e eu encontrei um outro alguém, mas há sempre aquela caixinha de pandora guardada dentro de nós e quando distraída a espreito, saem palavras como: "não desapareças minha pêssega..",mas eu desapareci...porque estava na minha hora de desaparecer me calar para sempre.As palavras são fantásticas,têm vida própria, comecei por falar das palavras e elas conduziram-me aos segredos esquecidos das minhas memórias escondidas na minha caixinha....

04/04/2003

Descobri uma triste verdade:.é que existem pessoas que preferem manter uma amizade tendo por base a hipocrisia e não a sinceridade e ainda têm o desplante de chamar cordialidade à hipocrisia! Achando-se arrogantemente donos da verdade e da razão. Tendo atitudes infantis como , "se discordas de mim ou usas palavras mais duras para te defenderes eu já não falo contigo." "Eu já não quero brincar contigo". Pensei que isto não existia no mundo dos adultos, enganei-me! O mundo das crianças é muito menos hipocrita. Prefiro mil vezes a sinceridade de um aluno que diz que não gosta de mim, mas que me entende do que um adulto que me diz admirar e não me compreende! Cheguei à conclusão que não perdi um amigo, descartei-me de mais uma relação hipócrita de pessoas que se acham donas da verdade. O que eu lamento é ter chegado a considerar essa pessoa um amigo!

30/03/2003

Mais um teste para encher enquanto não arranjo tempo para escrever:

O Descolado

Qual a imagem que você passa para os outros?

23/03/2003

Esta imagem que encontrei navegando por aí ( não me lembro ao certo de onde tirei a imagem porque já foi há uns tempos que o fiz) vem bem a propósito da actual situação mundial.



É fantástico acabei de ler no Expresso que esse Blog foi a causa de apagões no servidor onde está instalado, acho que percebi agora a loucura do Blogger.Tudo porque é um blog de um Iraquiano que está em Bagadd. Este mundo ensandeceu de vez!

22/03/2003

Da Série Roubando Drops um poema de Robert Frost que servia de senha no filme " Telefone" com o Charles Bronson e que guardei na memória ao encontrar de novo o poema não resisti :

“The woods are lovely, dark and deep.
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.”
Robert Frost

Fica aqui a minha tradução livre:

" Os bosques são amáveis, escuros e profundos
mas eu tenho promessas a cumprir,
e milhas a percorrer antes de dormir,
e milhas a percorrer antes de dormir."


Não gosto desses testes,mas para encher o blog de vez em quando dá jeito e confesso que o resultado até é bem colorido.AH! É verdade peguei o teste no Maré

Que droga você é viciado?

19/03/2003

Ou o defeito é meu ou o Blogger está na maior confusão e acabou por me baralhar. Tentei actualizar o template, perdi os arquivos e perdi os últimos comentários. Estou furiosa com isto tudo.Alguém me diz se vale apena mudar para o Blogger do Brasil ou a história é a mesma?

14/03/2003

Destino Errante

Tenho por vezes a sensção estranha de estar a viver uma vida que não é a minha, como se algures no caminho me tivesse enganado e acabasse por viver um destino que não era o meu e para o qual ningúem me tinha preparado. Como se no meio do meu caminho tivesse feito algo de errado e tivesse que voltar para trás para reparar os erros, mas perdi a memória e não sei em que é que errei. Assim, ando errando por aí a tentar descobrir erro que cometi.

09/03/2003

Acho que o Blogger está com TPM por causa do dia da mulher. Tenho tentado vezes sem conta adicionar links e fazer alterações no template nao dá. O pior é que sei que não estão errados porque aparecem e desaparecem, como por magia. estou desiludida com este novo blogger. Temos menos espaço onde escrever e menos ferramentas usar. Pronto já desabafei aminha fúria com o Blogger!

07/03/2003

E porque o dia da mulher está aí nada melhor que este poema delicioso de António Gedeão ( ou Rómulo de Carvalho se preferirem)

Calçada de Carriche

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

António Gedeão in Teatro do Mundo (1958)